O clima entre os funcionários públicos moçambicanos é de apreensão e desconfiança. O que deveria ser um momento de alívio financeiro transformou-se num cenário de incerteza, após muitos funcionários que esperavam receber o 13º salário na primeira fase terem ficado de mãos a abanar. Nas comunidades e corredores das instituições, os murmúrios crescem: será que o direito de auferir este subsídio se tornou uma questão de sorte ou de escolha seletiva?
O Medo da Exclusão
A principal dúvida que paira sobre milhares de famílias é se aqueles que foram esquecidos na primeira fase serão integrados na segunda, ou se o Estado simplesmente não terá capacidade para honrar o compromisso com todos. O medo de que o 13º salário seja apenas para alguns "eleitos" fere o princípio da igualdade e gera uma instabilidade psicológica profunda num setor já pressionado pelo custo de vida.
Este cenário de falhas no processamento de pagamentos reforça a urgência das medidas recentemente propostas pelo Presidente da República. Como vimos, Daniel Francisco Chapo anunciou a integração obrigatória de sistemas do Estado para acabar com a ineficiência. Sem sistemas que comuniquem entre si, erros no pagamento de ordenados e bónus continuam a ser o "calcanhar de Aquiles" da nossa administração.
Não pode ser uma questão de sorte; o 13º salário é um direito conquistado e planeado, não um sorteio institucional.
Contexto e Eficiência
Enquanto no desporto internacional a eficiência é celebrada, como na goleada do Atlético de Madrid sobre o Barcelona, na gestão pública a falta de precisão gera dramas humanos. A transparência nos calendários de pagamento é tão vital quanto os grandes acordos diplomáticos, a exemplo do que ocorreu quando a Superliga, UEFA e Real Madrid chegaram a um princípio de acordo. O povo moçambicano exige o mesmo nível de compromisso e clareza.
É imperativo que o Governo esclareça se os pagamentos em atraso serão regularizados na segunda fase. A justiça social não sobrevive com base na "sorte", mas sim na competência administrativa e no respeito pelos direitos de quem serve o Estado.
Ainda não recebeu o seu 13º salário? Acredita que se trata de uma falha técnica ou falta de fundos? Comente abaixo.

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